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A banca mudou, e agora?

11 setembro 2014
Durante a preparação para um concurso público costumo dizer ao candidato que é muito importante que ele faça questões de provas anteriores da banca organizadora do concurso para saber como ela funciona. Há aquelas que têm enunciado curto e direto, outras apresentam questões mais elaboradas, e ainda aquelas que uma questão errada pode anular uma certa e assim sucessivamente. No entanto, o inesperado pode acontecer com a publicação do edital e a banca do concurso anterior – aquela pela qual o candidato vinha se preparando – ser substituída. E aí?

Numa situação dessas, claro que o conhecimento não será jogado fora, mas o primeiro passo é você conhecer a nova banca. Sendo assim, aqui vão algumas dicas importantes.

O Cespe/UNB é uma banca que tem preferência por determinados conteúdos e abordagens. Normalmente não cobra todos os itens do edital. As questões são muito bem elaboradas, com questões de “certo” ou “errado”. Mas atenção porque errando uma questão, uma certa é anulada.

Na Esaf, há uma preferência por determinados conteúdos. A resolução de provas anteriores é fundamental para direcionar o candidato para os conteúdos mais frequentes. As questões são, normalmente, bem elaboradas, com grau de dificuldade de médio para alta. Questões literais, “letra de lei”, podem ser encontradas, mas costumam ser poucas.

A FCC tem por hábito distribuir, na medida do possível, as questões por todos os itens do edital. A prova tem preferência por questões literais, “letra da lei”.

Já a Cesgranrio distribui, na medida do possível, as questões por todos os itens do edital. Se o candidato tiver dificuldade de obter questões dessa banca pode substituí-las pelas questões da FCC. As bancas trabalham de forma muito parecida.

E, por fim, a FunRio, banca relativamente nova nos grandes concursos. Ela vem cobrando questões literais, “letra da lei”, e as questões apresentam longos e complexos enunciados. O candidato deve evitar perder muito tempo nas questões, resolvendo as mais fáceis e menores primeiro.

Mas, é claro, que para um bom resultado, o candidato deve intensificar o treinamento por questões anteriores, pois só assim, conseguirá um bom êxito!


Bons estudos!

Fonte: Folha Dirigida, Cláudia Jones
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Preparação: Resiliência é vital para cruzar o caminho até a aprovação

10 setembro 2014

Eduardo Shinyashiki:

confiança e equilíbrio são fatores indispensáveis aos concurseiros


A caminhada de um concurseiro tem como destino final a sonhada classificação. Contudo, raramente esse objetivo é alcançado logo de cara, na primeira investida. Passar em concurso exige tempo, acúmulo de experiências e de conhecimento. Neste percurso, há desvios, imprevistos e frustrações. Reprovações. Por isso mesmo, tão importante quanto manter os estudos em dia, é preservar a autoconfiança e a capacidade de recomeçar. Ou, como diz um antigo samba, "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". Quase nunca há tempo suficiente para se lamentar ou choramingar. É preciso ter equilíbrio emocional. Estar atento à próxima prova, ao desafio seguinte. Tecnicamente, ou melhor, psicologicamente, tal capacidade de resistência, recuperação e superação, responde pelo nome de 'resiliência'.

É o que explica o consultor organizacional, palestrante e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes, Eduardo Shinyashiki. Em entrevista ele falou um pouco sobre a importância da resiliência no campo dos concursos. Segundo ele, "resiliência é a capacidade de nos mantermos focados, de perseverar e de ir em busca de nossos objetivos. Não está nem um pouco ligada com resignação e nem com conformação. Está conectada muito mais ao sentimento de confiança e de autoeficácia".

De acordo com Eduardo, a ausência de resiliência faz com que a pessoa coloque atenção em tudo o que não é muito importante. "Ela se torna extremamente reativa. Por exemplo, a ponta do lápis quebrou. A pessoa sem relisiência entra imediatamente em desespero. Não pensa, ótimo, vou pedir um lápis para alguém", informa. Para aqueles que pensam que isso é algo que não pode ser adquirido, o especialista revela que qualquer indivíduo pode aprender a ter a capacidade de superar com autoconfiança os obstáculos. Sendo que, para ele, os candidatos podem utilizar as respostas negativas para a obtenção desta capacidade. "Nós temos que aceitar o erro como parte integrante do nosso caminho. Não aceitar como uma forma de se resignar, mas como uma maneira de aprender e a de melhorar. Não é porque algo não deu certo, que é o final do caminho. Temos que pensar que se não passei no concurso, é porque ainda não cheguei no resultado que eu desejo".



Para tentar evitar o medo e a insegurança, ele recomenda: "pense sempre se as decisões tomadas por você são realmente suas ou se é o medo e a incerteza falando. Esse autoquestionamento não é uma autocrítica, mas são perguntas feitas para tentar obter as melhores decisões. Tudo o que acontece na vida ocorre para nos fortalecer, nos deixar melhores e preparados para aquilo que está por vir". Como uma mensagem de otimismo para os que almejam um cargo público, ele orienta: "mantenha o foco no que você deseja, seja responsável, assuma o compromisso de não transferir a responsabilidade para ninguém, seja comprometido com você mesmo, perseverante e flexível. A conquista entra em nossos caminhos quando passamos a pensar que merecemos tudo que a vida têm para nos oferecer".

Por Bibianna Teodori

Saber atuar sob pressão, responder rapidamente em momentos de crise, demonstrar criatividade e encontrar soluções, mesmo com poucos recursos, não são tarefas fáceis. Mas hoje, mais do que nunca, é justamente este perfil de profissional que o mercado de trabalho valoriza. Para quem não sabe, as citadas acima são algumas características da resiliência, um conceito que vem da física e que está tão em alta. Originalmente, a resiliência se refere à capacidade que alguns materiais têm de acumular energia quando submetidos à pressão e, depois de absorver o impacto, voltar ao estado original sem deformação, como se fosse um elástico. No comportamento humano, a resiliência é a habilidade de se adaptar e superar adversidades, situações estressantes. Isso de forma saudável, construtora, sem ser afetado por elas de modo negativo, permanente. Em outras palavras, uma pessoa resiliente é aquela que:

- Tem energia e disposição para enfrentar dificuldades em vez de se deixar abater;
- É capaz de atuar com competência, mesmo sob forte pressão;
- Antecipa crises, prevê obstáculos e se prepara para lidar com eles;
- Tem atitudes positivas, realistas e firmeza de objetivos;
- Recupera-se mais rapidamente após sofrer revezes e não muda sua essência depois de passar por experiências difíceis.

Desenvolver a resiliência é fundamental para enfrentar os desafios pessoais e profissionais. E também para ser bem-sucedido profissionalmente, uma vez que a pressão por resultados, as mudanças e as crises são constantes. No mundo atual, quanto mais resiliente for o profissional, maior será sua vantagem competitiva. E maior será sua capacidade de lidar com tudo isso e ainda manter ou aumentar seu bem-estar, além de encontrar mais satisfação. Confira 7 passos para você elevar a resiliência:

1) Mantenha o foco no futuro. Olhe para frente e não se prenda ao passado.
2) Mantenha-se motivado. Lute por seus sonhos e objetivos. Quem trabalha por seus ideais não tem tempo para chorar mágoas.
3) Invista em seus relacionamentos. Eles são uma grande fonte de apoio e de encorajamento.
4) Mude o hábito de colocar defeito nas coisas e de ver apenas o que as pessoas têm de pior. Combata o costume de ter uma opinião formada sobre tudo.

5) Redescubra as coisas que lhe dão prazer. Fique atento as suas necessidades. Cuide de sua mente, de seu corpo e de sua saúde.
6) Fique atento às necessidades dos outros. Contribuição e compaixão aumentam a resiliência.

7) Resiliência não é rejeitar ou ignorar as emoções negativas, mas apenas não permitir que elas controlem você. Fique atento!


Fonte: Folha Dirigida
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PRF solicita novo concurso para preencher 1.500 vagas

18 junho 2014
Polícia Rodoviária Federal

Polícia Rodoviária Federal encaminhou pedido para o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Mais uma ótima oportunidade de ingresso na área de segurança pública. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encaminhou, no dia 30 de maio, solicitação de concurso ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para o preenchimento de 1.500 vagas para o cargo de policial rodoviário federal. 
O pedido do concurso já passou pela assessoria técnica e administrativa, secretária executiva, secretaria de gestão pública e, desde o último dia 3, está no gabinete da secretaria de gestão pública do MPOG.
Para concorrer ao cargo é necessário possuir curso de nível superior em qualquer área de formação e carteira de habilitação a partir da categoria “B”. A remuneração inicial da carreira é de R$ 6.418,25, com jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Entre as atribuições do cargo, os servidores desenvolverão atividades de natureza policial envolvendo fiscalização, patrulhamento e policiamento ostensivo, atendimento e socorro às vitimas de acidentes rodoviário e demais atribuições com a área operacional do Departamento de Polícia Rodoviária Federal.
Durante o exercício, o servidor conta com melhorias salariais. Ao ingressar, na terceira classe, após o padrão inicial, a carreira conta com mais dois, com remunerações, respectivamente, de R$ 6.482,43 e R$ 6.547,26. Na segunda classe, a carreira conta com seis padrões: I – R$ 7.830,27; II – 7.908,57; III – R$ 7.987,66, IV – R$ 8.067,53, V – R$ 8.148,21; e VI _ R$ 8.229,69.
 Na primeira classe são mais seis: I – R$ 8.942,59; II – R$ 9.210,87; III – R$ 9.487,19; IV – R$ 9.771,81; V – R$ 10.064,96; e VI – R$ 10.366,91. Finalmente, na classe especial, existem três padrões: I – R$ 10.968,98; II – R$ 11.318,59 e III – R$ 11.65,15.
Último concurso
O último concurso para o cargo ocorreu em 2013 e foi organizado pelo Cespe/UnB. Ao todo foram registrados 109.769 inscritos para a oferta de mil vagas. A seleção contou com prova objetiva, exame discursivo, teste de capacidade física, avaliação de saúde, avaliação psicológica, investigação social e análise de títulos.
A parte objetiva contou com 120 itens, sendo 50 de conhecimentos básicos e 70 de conhecimentos específicos. Conhecimentos básicos contou com temas sobre língua portuguesa, matemática, noções de direito constitucional, ética no serviço público e noções de informática. Já em conhecimentos específicos, noções de direito administrativo, noções de direito penal, noções de direito processual penal, legislação especial, direitos humanos e cidadania,  legislação relativa ao DPRF e física aplicada à perícia de acidentes rodoviários.
Fonte: Tribuna Hoje

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Conab - Inscrições até domingo 22/06/14 - R$5.485,07

17 junho 2014
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inscreve até este domingo, 22 de junho, os interessados nas 219 vagas de analista, cargo para graduados em várias áreas. A remuneração inicial é de R$5.485,07, inclusos os R$373 do auxílio-alimentação. As oportunidades poderão aumentar durante a validade do concurso, de dois anos, podendo dobrar. O interessado deve acessar a página do Iades, organizadora, preencher o cadastro e imprimir o boleto da taxa de inscrição, no valor de R$46.
 
Para pedir isenção, o prazo já terminou, e o resultado provisório está previsto para esta sexta, 20 de junho. Os candidatos com deficiência têm até 23 de junho para enviar, via Sedex ou de forma presencial, ao Iades, o laudo médico original ou cópia autenticada. As provas objetivas serão no dia 20 de julho, em local e horário a serem divulgados a partir de 14 do mesmo mês. Os convocados serão contratados pelo regime celetista, e terão benefícios como assistência à saúde, auxílio-escola e seguro de vida. 
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Preparem suas impressoras - Papel supera telas em compreensão de texto, dizem cientistas

17 junho 2014

Papel supera telas em compreensão de texto, dizem cientistas Henrique Tramontina/Arte ZHPesquisas sugerem que telas virtuais ainda são inferiores ao papel para a compreensão e a retenção de textos longos e complexos

Foto: Henrique Tramontina / Arte ZH
Machado no papel e Machado no tablet não são o mesmo Machado. O de tinta se imprime na lembrança; o de pixel passa ao largo da memória e, entre a publicidade, as abas e os links, some como fantasma entre fantasmas.
Não que ler nas telas eletrônicas seja sempre uma tragédia. É que cresce a turma de cientistas avisando que o cérebro prefere guardar texto folheado, tocado, cheirado. A tela que imita papel e tinta, vantagem de leitores de e-books como o Kindle, já evoluiu a ponto de ombrear o material impresso em testes de velocidade e precisão de leitura, mas ainda come poeira nos quesitos compreensão e memória.
Em 2002, pesquisadores das universidades britânicas de Plymouth e Bristol sugeriam que lembramos melhor daquilo que lemos em papel. Dois anos depois, psicólogos das universidades suecas de Karlstad e Gothenburg emendaram: monitores eletrônicos são lanternas de estresse, e rolar páginas virtuais distrai mais do que virar páginas reais. Ainda em 2004, um estudo da universidade francesa de Bretagne-Sud apontava que o e-book “dificulta a recordação  de informação assimilada”, enquanto o papel “tende a facilitá-la”. Haveria uma “relação crítica” entre o manejo do objeto e o processamento mental do texto.
Essas observações foram decerto antecipadas pela sabedoria popular, sendo pouca a gente que, em literatura, favorece o computador. O problema é que, como o cérebro se molda às tarefas que mais executa, a nossa capacidade de sacar passagens longas e complexas pode estar sofrendo com o alto consumo de “leitura fastfood” nos badulaques digitais.
A neurocientista e escritora britânica Susan Greenfield cunhou o termo “mudanças mentais”, segundo ela tão importante quanto o correlato climático, para descrever a transformação do cérebro treinado para a internet. Essas mudanças, no que afetam a nossa relação com a palavra, vêm sendo rastreadas por pesquisadores como Maryanne Wolf, professora da universidade americana de Tufts e autora de Proust e a Lula: História e Ciência do Cérebro Leitor.
Em seu trabalho “arqueoneurológico”, Wolf diz que não há gene ou parte do cérebro que se devotem especificamente ao ato de ler. Em vez disso, a atividade teria sido lapidada aos poucos na estrutura do órgão, em um processo de aprendizagem que, rascunhado nas argilas dos sumérios e nas paredes dos egípcios, estaria agora garranchado pela internet. Não sem alguma ironia, o livro de Wolf achou sucesso, e departamentos de Inglês passaram a procurá-la, apavorados com a dificuldade de alunos em compreender obras clássicas.
Tanto Wolf quanto Nicholas Carr, autor do best-seller Geração Superficial, consideram que os debates atuais ratificam a filosofia de Marshall McLuhan, famoso por declamar, ainda nos anos 1960, que “o meio é a mensagem”. A própria tecnologia, versa McLuhan, é portadora de ideologia, e Carr argumenta que na internet passeia uma ética industrial: rápida, eficiente, otimizadora da produção e do consumo, adversária da contemplação.
– Os fornecedores de conteúdo sabem disso e produzem de acordo. Acrescente a isso a entrega de material digital em uma plataforma multitarefas sempre em atualização, e o resultado é uma série de ações breves de reação a mensagens e textos curtos que quebram a progressão normal da leitura em profundidade – afirma Andrew Dillon, da Universidade do Texas.
Separando 72 estudantes do primário em dois grupos, Anne Mangen, da universidade norueguesa de Stavanger, pôde observar que narrativas lineares ganhavam leituras mais pobres quando digitalizadas em PDF. Entre as possíveis causas estaria a “fisicalidade” do papel, contra a excitação meramente visual dos monitores.
Mangen diz que é cedo para restringir as diferenças a aspectos táteis, já que a experiência com a palavra depende também de “subdimensões” como a diagramação da página, o tipo de texto, o propósito e o local de leitura. Ainda assim, ao entrevistar leitores, ela ouviu muito aplauso ao manuseio  do objeto, como o “prazer de ter um livro em mãos” e a “possibilidade de fazer anotações na margem”.
– Além disso, já está relativamente aceito que não somos muito bons em executar várias tarefas ao mesmo tempo. Isso vem a um custo não apenas cognitivo, como a perda da habilidade de manter o foco por longos períodos, mas também em diversos outros níveis – afirma a professora, mencionando a preocupação da comunidade científica com a formação de crianças mais acostumadas a telas virtuais do que ao toque físico.
NOVOS CAMINHOS
Depois de conduzir estudo sobre a aprendizagem com audiobooks, a professora Vera Wannmacher Pereira, da Faculdade de Letras da PUCRS, agora fará parte de um grupo que vai comparar o processamento cognitivo de textos eletrônicos em relação aos impressos. A pesquisadora ressalta que o processamento da leitura se modifica não apenas em função do suporte, dependendo ainda do objetivo do leitor, do seu conhecimento prévio e do tipo de texto. No caso da palavra falada, por exemplo, o “leitor” adota artimanhas diferentes.
– Mesmo com o livro virtual, é possível rolar a barra, pular, ir adiante e voltar. O audiobook é muito mais sutil. O leitor sabe que não haverá repetição, então dá preferência a uma estratégia de compreensão detalhada. Como o processamento é diferente, e como a leitura é mais minuciosa, observamos resultados melhores de compreensão e de aprendizagem no audiobook – diz Vera.
A professora afasta a tese de que os jovens hoje se desarranjam diante de obras clássicas, apontando que “a socialização do conhecimento é complexa, demorada e mexe com convicções”.
– Hoje temos um mundo do movimento, da cor. Isso modifica tudo, e não significa que algo vá tombar. O que vai ocorrer, provavelmente, é uma acomodação de todos os suportes. O e-mail trouxe uma transformação social muito grande, e não adianta se apavorar porque antes se escrevia uma carta com zelo e, hoje, a mensagem vem abreviada e rápida. Temos que saber nos ajustar, construir novos caminhos para este mundo, e não para o mundo que já foi –  sustenta.
Vera também alerta que o maior acesso à educação apresenta desafios para a avaliação da aprendizagem:
– Poucos iam à escola na minha geração, e é claro que esse grupo, tão selecionado em testes para entrar no primeiro ano, no ginásio, no Ensino Médio, acabaria lendo e escrevendo bem. Hoje temos quase todas as crianças nas escolas, com condições, buscas, situações econômicas muito diferentes. Vivemos no mundo da heterogeneidade. Antes, os processos seletivos davam uma aparência de homogeneidade – completa.
A REDE NÃO É RASA
Decano da Escola de Informação da Universidade do Texas, Andrew Dillon repara que os avanços tecnológicos disparam muitos outros alertas vermelhos, para além da nossa relação com a palavra escrita. Grita-se, por exemplo, que os serviços de nuvem e busca vão detonar a memória humana como se fosse aplicativo dispensável para a espécie. Dillon concorda que devemos segurar firme a habilidade de apreciar os benefícios de textos longos, mas diz que não vale gastar muito tempo pensando em um “iminente colapso da cultura”:
– Olha, a tecnologia vai sempre nos arruinar, então por que a web seria diferente?
Porque, para trincheira mais otimista, a internet foge do dilema do copo meio cheio ou meio vazio. A manobra é surfar na onda braba da rede e desaguar, vez que outra, em água parada.
– O autor de Geração Superficial diz que não pensamos mais. Mas eu não preciso mais lembrar do teu telefone, uso a cabeça para outras coisas. Isso passa pelo estímulo ao aprendizado. A gurizada chega à sala de aula muito estimulada pela internet, a TV, o rádio. É questão de ajustar o foco, conseguir provocar o aluno a entrar no ritmo de um livro. Conseguir equilibrar é uma parte do problema – afirma André Pase, da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS.
O professor lembra que tivemos de aprender a lidar com o surgimento das redes sociais e, mais recentemente, do Twitter, ferramentas que apresentaram um jeito novo de tratar a informação.
– Quando falamos em “o meio é a mensagem”, precisamos saber, no caso da internet, que falamos de um meio superadaptável, com muitas lógicas e formas de comunicação. A natureza da internet está em constante mutação, e isso bagunça um pouco a nossa percepção – afirma Pase.
O pesquisador avalia que as telas eletrônicas tendem a escantear o papel à condição de ingrediente de encadernações especiais, com forte apelo gráfico, defendendo que a herança de lentidão da era Gutenberg não precisa vir abaixo com a predominância dos monitores.
– Vivemos em um tempo muito fracionado. Hoje se joga Angry Birds na sala de espera do consultório médico, mas antes havia revistas, já estávamos bombardeados de informação. O que acontece agora é que começamos a trazer isso para a rotina, e passa a ser necessário refletir sobre o que lemos. Chega um momento em que o usuário das redes sociais já nem acompanha o que faz, então é preciso dar uma freada, fazer o exercício de buscar outros materiais – pondera.
Colega de Pase na Famecos, o professor Eduardo Pellanda também vai na contramão do alarmismo, enxergando no acesso a um espectro maior e mais diverso de informação o potencial de aperfeiçoar o conhecimento.
– Olhando somente a leitura fragmentada, aparentemente dá a impressão de que estamos nos aprofundando menos. Mas a minha questão é entender o que fazíamos com este tempo antes? Me parece que não consumíamos informação. É preciso aprofundar mais para saber se estamos fragmentados ou presenciando uma nova forma de cognição – afirma Pellanda.
À apropriação de McLuhan que veste traje apocalíptico na internet, Pellanda opõe que “não podemos pensar de maneira determinista sobre o meio”.
– Não se pode levar ao pé da letra a frase do McLuhan. O meio influencia a mensagem, que entra em um ambiente de novas apropriações. O contexto de um vídeo no YouTube é diferente deste mesmo vídeo na TV. A internet não tem uma mensagem. Ela é múltipla, é um ambiente. Ela é e não é meio de comunicação. A rede assume mais a forma da mensagem e do sistema de comunicação, diferente dos meios originais nos quais McLuhan se espelhou para cunhar a frase – diz o professor.
Porque insistimos em “pensar o papel na tela”, Pellanda avalia que os monitores ainda não desdobraram as melhores interfaces para receber o texto “vivo e mutável” do ambiente eletrônico. Mas a letra pixelada, ele avisa, veio para tomar conta.
– O papel tem a tangibilidade e a cultura milenar por trás dele. Não podemos ignorar que isso é um valor simbólico importante. Mas, do ponto de vista técnico, não há mais por que um texto estar no papel. Salvo pela expressão artística, não há como pensar em todo o ciclo industrial que significa a impressão nos dias de hoje – conclui.

ESTUDOS RECENTES
University of North Colorado e University of Madison, 2009: na hora de estudar, preferir o papel ao e-book se mantém constante entre os alunos, a despeito de diferenças de gênero e de hábito de usar computadores.
Andrews University, 2012: entre mais de 500 estudantes, apenas 4% opta por versões eletrônicas das bibliografias de seus cursos.
Southwest Baptist University, 2013: o e-book só é usado quando não há uma alternativa impressa.
University of Malaya, Malásia, 2013: questionário sobre e-books oferecidos pela biblioteca da instituição elenca diversos fatores que levam à aceitação do texto eletrônico, mas mostra vasta preferência pelo papel nos casos de uso contínuo do material, mesmo entre internautas assíduos e usuários de livros digitais
State University of New York, 2013: a compreensão de narrativas ou textos expositórios não é afetada pela leitura em diferentes meios, seja o papel, o computador ou o leitor eletrônico
California State University, 2013: participantes de experimento preferem acessar informação no papel, mas não apresentam diferenças de compreensão do conteúdo, quando leem no computador. Tomar notas compensa pela queda de qualidade na leitura causada pelo acesso à internet
Liberty University, 2013: em estudo com 538 alunos ao longo de um semestre, uso do texto eletrônico melhora aprendizado “afetivo” e “psicomotor”. Desempenho escolar e aprendizado cognitivo não apresentam variação significativa.
Instituto de Tecnologia de Israel, 2014: estudantes de Engenharia apontam que o aprendizado na tela, além de menos eficiente, vem acompanhado de excesso de confiança. Esse déficit pode ser compensado com estratégias de leitura específicas
Fonte: Zero Hora

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DEPEN – Pelo menos 250 vagas para agente penitenciário - nível médio e R$5 mil

11 junho 2014

SatelliteAssim como fizeram outros órgãos do Poder Executivo federal, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) também já solicitou ao Ministério do Planejamento, por intermédio do Ministério da Justiça, a autorização para a realização de um novo concurso, no âmbito do Orçamento de 2015. O pedido é para os cargos de agente penitenciário federal, de nível médio, com remuneração inicial de R$5.164,58, técnico (médio/técnico; R$3.521,84) e especialista em assistência penitenciária (superior; R$5.022,60). A requisição pode ser de até 564 vagas, pelo menos, que é o saldo da solicitação do último concurso, aberto em 2013. Para agente, a expectativa é que sejam liberadas pelo menos 250 vagas.


Para ingressar no cargo de agente penitenciário federal, é necessário possuir o ensino médio completo e carteira de habilitação na categoria B ou superior. As contratações são pelo regime estatutário, que prevê estabilidade, e os concursados fazem jus a benefícios como o auxílio-alimentação, de R$373, já incluído nas remunerações informadas. Os agentes penitenciários são responsáveis pelas atividades de atendimento, vigilância, custódia, guarda, escolta, assistência e orientação de pessoas recolhidas aos estabelecimentos penais federais e às dependências da Polícia Federal. A carga de trabalho é de 40 horas semanais ou até 192 horas mensais, no caso de regime de plantões.

As oportunidades para técnico e especialista são distribuídas por diferentes especialidades, sobretudo da área da Saúde. Na seleção anterior, as chances de técnico foram na área de Enfermagem e as de especialista, para as áreas de Clínica Geral, Enfermagem, Farmácia, Odontologia, Pedagogia, Psicologia, Psiquiatra, Serviço Social e Terapia Ocupacional. Para esses, a carga de trabalho é de 40 horas semanais.

Fonte: Folha Dirigida
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Dilma sanciona Lei sobre cotas raciais no serviço público

10 junho 2014

Documento reserva 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos federais a pretos e pardos


A presidenta Dilma Rousseff sanciona, nesta segunda-feira (9) o projeto de Lei que trata das cotas raciais no serviço público. O documento reserva 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos federais a pretos e pardos.

A aprovação do projeto é considerada uma vitória na luta pela igualdade racial no Brasil, como ação afirmativa estratégica para acelerar a mobilidade da população negra nos próximos dez anos.

Entre os anos de 2004 e 2013, a fatia de negros que ingressou no serviço público variou de 22% a quase 30%.  De acordo com a edição mais recente do Pnad, os negros representam uma parcela de 53% do universo da população brasileira.

Concorrência

Para concorrer às cotas raciais os candidatos deverão se declarar pretos ou pardos no ato da inscrição do concurso, conforme o quesito de cor ou raça usado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles concorrerão em todas as etapas de seleção, da mesma maneira que os outros candidatos - provas teóricas, provas de títulos e entrevistas necessárias.

Após a sanção da nova lei, a regra valerá até dez anos para órgãos da administração pública federal, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.

A adoção das cotas raciais deve acontecer sempre que o número de vagas oferecidas no concurso público for igual ou superior a três e os candidatos negros e pardos aprovados nas vagas gerais não serão computados como cotistas, dando espaço para um novo candidato preencher a vaga.

No Brasil, quatro unidades da Federação fazem uso de cotas raciais em concursos públicos: Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Outros 44 municípios já têm aprovadas leis correlatas.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/
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